quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sobre borboletas ...





É estranho ser quase adulta, 
Ser quase responsável por mim mesma,
Ser quase a melhor amiga de alguém, 
Ser quase um milhão de coisas.

O mais estranho de tudo é não ter me apaixonado. É não ter sentido as tão famosas borboletas no estômago. É  não ter feito algo sem pensar nas consequências. É não ter me atirado de um precipício sem saber o que me esperava lá em baixo. 

Já achei meninos interessantes , homens atraentes e  jovens inquestionavelmente deslumbrantes. Mas qualquer avanço , desejo ou como queiram chamar, sempre foi consequências de processos químicos . Sempre visual , nunca sensitivo .

Me encantei por um desconhecido. Gostei de um amigo . Paquerei sem nunca ver ao vivo e a cores. Quis me apaixonar por outro amigo. Fingi estar atraída por alguém. Me imaginei de mãos dadas com outro alguém , apenas para sentir uma careta se formando em meu rosto. Porém , apesar de tudo isso , nunca houve um coração batendo acelerado , mãos suando , arrepio espalhando pelo corpo ou pupila dilatada.

Qual é o meu problema ? Essa foi a pergunta que me perturbou durante muito tempo . Talvez , anos.
Porque não sou capaz de me apaixonar ? Será que sou diferente de inúmeras maneiras dos jovens da minha idade que sou proibida de passar por tal experiência ? Alguém passa pelo mesmo conflito que eu ? Ou será que simplesmente não pintou o clima ou o momento certo para tal coisa ?

A questão é : Não vale a pena atormentar-me com isso . Não vai ser pensar mais ou menos nisso que resolvera o problema , se é que ele deve ser resolvido. 

O lance é esperar pelas borboletas .
Se elas quiserem vir amanhã , ótimo. 
Semana que vem ?  Tudo bem eu espero . 
Daqui a um ano ? Prazer , Sejam Bem Vindas!



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