quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Nunca fui uma pessoa para ser lembrada ...

Retro

Nunca fui uma pessoa para ser lembra por motivos óbvio .Nunca fui a garota mais bonita da escola ( e continuo não sendo) , nunca fui a mais inteligente e nem a menos desprovida de inteligência   ( o que talvez me renderia um pouco mais de atenção.), nunca fui a aluna destaque  e muito menos a queridinha de algum professor , nunca fui a mais legal da turma , nunca fui a líder da galera , nunca fui um tanto de outras coisas .
Sempre gostei de ficar na minha, andando pelos corredores de cabeça baixa , sem chamar atenção , sem incomodar a ninguém  com uma conversa chata , ou qualquer outra coisa do tipo.  Hoje andando pelos corredores da faculdade , cruzei com três ou quatro ex-professores, cumprimentei , assim como manda a boa educação,  e eles retribuíram pelo mesmo motivo. Sei que no fundo nenhum deles se lembra de mim, e não os culpo .

Ambientes novos , me fazem sentir deslocada , mas afinal quem não se sente assim em uma situação semelhante ? Mas o fato é , que ao me sentir deslocada , me esquivo , fujo  e tento passar desapercebida. Talvez , eu  tenha perdido muitas oportunidades com isso ,  e talvez  eu vá perder muitas  outras , mas se existe algo que tenho aprendido  nos últimos tempos é fazer aquilo que me faça sentir bem , e bom , ficando na minha as coisas estão rolando bem.

Vivi como uma pessoa que não nasceu para ser lembra , no entanto , é imensamente satisfatório saber que para uma meia dúzia de pessoas  eu represento uma boa lembrança. 
Como , por exemplo, aquela tia emprestada , que sempre que me vê me mostra o dedo do meio ( aquele politicamente incorreto) com uma tatuagem e diz que fez em minha homenagem.  Também como aquela amiga que vai casar e quer você como madrinha , no dia que talvez será o mais importante da vida dela, e me quer lá, para fazer parte de uma das memórias mais felizes que ela carregará consigo durante toda a vida. Ah! E não se pode esquecer aquela amiga, que sempre lembra que a primeira briga entre a gente foi solucionada com algumas balas de maçã-verde . E também imagina-se que estará na lembrança da mãe que sempre pegou no seu pé  por motivos tolos , mas que no fundo te ama imensamente e só vocês conseguem sentir isso.

Nunca fui uma pessoa para ser lembrada... por muitos . Mas por uma meia dúzia que conquistei durante esse estranho caminho chamado vida , acho que posso esperar ao menos alguns flesh’s de lembranças ao meu respeito.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Meu Primeiro Poema


Meu primeiro quase poema 


Não há sobre o que escrever, 

apenas existe a vontade de por para fora. 

Mas colocar para fora? O que? 
Lembranças que trazem consigo dor? 
Sentimentos que sufocam? 
Palavras enclausuradas? 
Frases nunca antes ditas? 

Talvez, quem saiba um pouco otimista 
eu escreva um verso de amor, 
e então, por essas enumeras palavras 
transborde um pouco de emoção.
Não sei o que faço; 
não existe sentido,
 e quiçá rimas, no entanto, 
a alma grita para que eu insista. 

Posso escrever mais dois ou três versos, 
e por acaso podem surgir rimas, 
acidentalmente um sentido . 
Continua não existindo algo sobre o que escrever.
 E eu continuo a tentar ...



Ps: Esse texto foi postado por mim , a priori no blog Amiga da Leitora.

domingo, 13 de abril de 2014


Sobre Relacionamentos :






Todo relacionamento é baseado em interesse, seja essa interesse financeiro, sentimental ou qualquer outro . Quando me disseram isso da primeira vez fui contra , bati o pé e disse "Nada a ver , uma mãe ame o filho sem interesse algum ".Mas agora consigo enxergar sim o interesse, a mãe tem interesse em fazer um filho feliz , para que no fim ela seja feliz ,o parceiro tem interesse em fazer o outro se sentir bem , para que você se sinta bem no fim e assim por diante ocorrem as interações humanas .

No entanto , alguns "tipos" de interesses , com esses que citei são aceitáveis , mas outros , como por exemplo o interesse financeiro me causam uma certa repulsa. Vejo por exemplo , uma pessoa que a alguns anos foi uma grande amiga , frequentava muito minha casa , pertencia a meu grupo de amigas e fazíamos várias outras coisas juntas , mas hoje vive uma realidade totalmente dispare da minha .

É cercada por dezenas , quem sabe talvez milhares de amigos , tem os boymagias aos seus pés , e é "famosinha" . Mas o que é perceptível a qualquer um que a conheça , é : A grande maioria das pessoas que estão com ela hoje , estão por causa da grana que ela tem - ou que acham que ela tem- . Tenho certeza que ela sabe disso , e me pergunto o porque dela não fazer nada ao respeito . Talvez , ela goste do status que tem , ou simplesmente prefere ter alguém - mesmo que nessas circunstancias - do que ficar só .

Afastei-me dela , pois gostava da simplicidade da nossa amizade , vivo um mundo , onde meus pés estão bem grudados ao chão . Não posso viver de luxo , não posso ser amiga de milhares e ainda agradar a todos , e não posso fazer um monte de outras coisas . Mas tenho certeza , que as pessoas que estão a minha volta , estão por interesses mais agradáveis , pois a unica coisa que tenho a oferecer é : Eu .

Espero verdadeiramente que todas coisas boas do mundo possa acontecer a essa amiga , pois apesar de termos seguido caminhos diferente ainda gosto muito dela .

E quanto aos meus amigos , que estão comigo , com o interesse de rirem , terem uma companhia , um ombro amigo , um pessoa que sente verdadeiramente : Um MUITÍSSIMO OBRIGADA!

domingo, 16 de março de 2014



Sobre hoje : First Kiss .


A primeira vez que vi esse video , foi através do perfil de uma amiga no facebook . Com o meu inglês precario prestei o máximo de atenção que podia , para ver se entendia do que se tratava , depois da segunda ,ou quem sabe terceira vez eu finalmente entendi . O vídeo era basicamente sobre pessoas que não se conheciam , nunca tinham se visto na vida e que de repente ... Beijavam-se.

Eu fiquei completamente apaixonada e encantada pelo vídeo . Poder perceber que uma coisa tão "banal" como tem sido tratado o beijo em nossa sociedade , podia causar em determinada situação um desconforto e até mesmo uma timidez impressionante, era no minimo interessante.

Quando mais nova , era comum ouvir a frase " nossa , peguei tantos na festa de ontem " , se questionava a pessoa que disse essa frase se ela conhecia alguém dentre as "pessoas que ela tinha pegado" a resposta era na grande maioria das vezes um : Não. 

Eis que me pergunto , então , porque é que as pessoas do vídeo ficaram tanto da defensiva , envergonhados, tímidos, embaraçados (...) diante de tal proposta ? Era porque o algo banal , e que muitas vezes não é feito diante de muitas pessoas , seria filmada e divulgado para o mundo ? Ou será que tem a ver com a faixa etária do casal? Pode ser pelo fato de não ter sido eles a escolherem aquele que iriam beijar?

São mil as possibilidades que levaram as pessoas a essa timidez , e só perguntando a cada uma delas eu poderia sair da teoria e ir para concretude. O fato é , não importa o porque , o importante é que é simplesmente encantador , e fascinante assistir ao video ,então ... enjoy . 


terça-feira, 11 de março de 2014

Nós, gatos, já nascemos pobres (...) Porém, já nascemos livres!




Somo seres livres , porém presos.

Livres pra escolher com quem casar. Presos a uma regra social que deixa claro que a felicidade só vem com o casamento.

Livres pra escolher qual curso ou a profissão que queremos seguir. Presos as consequências dessas escolhas e julgados por elas .

Livres para transar. Presos a regras de que : mulher que transa é puta , homem que transa é foda.

Livres  para sermos gordos , tatuados , de cabelos coloridos ou raspados. Presos a padrões e estereótipos .

Resumidamente somos os seres livres mais presos desse planeta. E apesar se sabermos disso , por conforto , ou qualquer outro motivos , fingimos não ver , não ouvir e não falar nada.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sobre borboletas ...





É estranho ser quase adulta, 
Ser quase responsável por mim mesma,
Ser quase a melhor amiga de alguém, 
Ser quase um milhão de coisas.

O mais estranho de tudo é não ter me apaixonado. É não ter sentido as tão famosas borboletas no estômago. É  não ter feito algo sem pensar nas consequências. É não ter me atirado de um precipício sem saber o que me esperava lá em baixo. 

Já achei meninos interessantes , homens atraentes e  jovens inquestionavelmente deslumbrantes. Mas qualquer avanço , desejo ou como queiram chamar, sempre foi consequências de processos químicos . Sempre visual , nunca sensitivo .

Me encantei por um desconhecido. Gostei de um amigo . Paquerei sem nunca ver ao vivo e a cores. Quis me apaixonar por outro amigo. Fingi estar atraída por alguém. Me imaginei de mãos dadas com outro alguém , apenas para sentir uma careta se formando em meu rosto. Porém , apesar de tudo isso , nunca houve um coração batendo acelerado , mãos suando , arrepio espalhando pelo corpo ou pupila dilatada.

Qual é o meu problema ? Essa foi a pergunta que me perturbou durante muito tempo . Talvez , anos.
Porque não sou capaz de me apaixonar ? Será que sou diferente de inúmeras maneiras dos jovens da minha idade que sou proibida de passar por tal experiência ? Alguém passa pelo mesmo conflito que eu ? Ou será que simplesmente não pintou o clima ou o momento certo para tal coisa ?

A questão é : Não vale a pena atormentar-me com isso . Não vai ser pensar mais ou menos nisso que resolvera o problema , se é que ele deve ser resolvido. 

O lance é esperar pelas borboletas .
Se elas quiserem vir amanhã , ótimo. 
Semana que vem ?  Tudo bem eu espero . 
Daqui a um ano ? Prazer , Sejam Bem Vindas!



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


Quem vive de passado ... não é museu !


♕



Um dia desses assistindo a um vídeo da cantora Katy Perry me passou pela cabeça o seguinte pensamento “ Como eu queria ter vivido em uma outra época”. Tal pensamento surgiu pelo fato de os atores presentes no videoclipe estarem caracterizados com trajes comuns a séculos passados, e sendo eu apaixonada por história como sou , admiradora declarada dos costumes e cultura de tempos anteriores meus e completamente fascinado pela “moda” de antigamente não difícil imaginar porque cheguei a tal pensamento.

Ainda perdida em devaneios  do quão mágico seria poder viver pelo menos um único dia em tal vida , acabei por me lembrar de um dos meus filmes favoritos : Meia – noite em Paris.  Nesse filme o personagem principal viaja com a noiva a Paris , e numa noite em especial  ele acaba se perdendo nas ruas parisienses e de repente um carro surge  e o oferece carona . Ao aceitar tal carona ele é transportado para séculos passado , e assim durante a viagem ele conhece vários , atores e artistas que ele admira e se encanta de tal forma que não deseja voltar nunca para sua realidade .

Durante essa viagem ao século passado ele acaba por conhecer uma garota, e em uma de suas muitas conversas ela confessa não estar feliz vivendo na época da Belle Époque , acontece que o personagem viajante acha inconcebível tal coisa , pois para ele a Belle Époque é o momento mais fantástico pelo qual a humanidade já passou.

Diante de tal lembrança , fui obrigada a para e refletir , não somente sobre o filme , como também sobre o meu desejo. A única conlusão que pude chegar é : Nós seres humanos somos os seres mais insatisfeitos do mundo . Nada é bom o suficiente.

Não importa qual a época em que você vive , qual classe social você pertence , qual é a sua raça , religião ou qualquer outra coisa  você simplesmente não poderá ser feliz , porque tudo o que você tem , você ganha ou conquista não é SUFICIENTE.

Somos seres incompletos e que vivemos atrás de encontrar algo que nós complete. A questão é que passamos a vida procurando por essa completude e nunca a achamos , pois simplesmente não somos capazes de identificar aquilo que precisamos .

Sim ! Conseguimos identificar aquilo que faria nossa mãe feliz , ou aquilo que deixaria um colega com inveja , ou quem sabe aquilo que atrairia a atenção de todos , aquilo que causaria ciúmes, admiração (...) ou simplesmente aquilo que é esperado de cada um de nós desde o momento em que nascemos.

 Mas nunca o que precisamos verdadeiramente.

Somos seres eternamente insatisfeitos.



Como já dizia Camões :

" Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
muda-se o ser, muda-se a confiança; 
todo o Mundo é composto de mudança, 
tomando sempre novas qualidades. "